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	<title>Futebol Portugal &#187; Crónicas</title>
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	<description>O Blog do Futebol em Portugal</description>
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		<title>Taça da Liga: Benfica-FC Porto, 3-2 (crónica)</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 23:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Braga]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[Taça da Liga]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que separar corpo e mente é um dos maiores erros que se podem cometer, porque os dois se influenciam, se complementam e se fundem. Na prática, é tudo o mesmo. A mente pensa plano, o corpo alia as cores e os dois juntos, com emoção e motivação, executam o desenho. Há uma teoria em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/03/taca-da-liga-benfica-fc-porto-3-2-cronica/980x735-10/" rel="attachment wp-att-74456"><img class="aligncenter size-medium wp-image-74456" title="980x735" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/980x7359-300x225.jpg" alt="980x7359 300x225 Taça da Liga: Benfica FC Porto, 3 2 (crónica)" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dizem que separar corpo e mente é um dos maiores erros que se podem cometer, porque os dois se influenciam, se complementam e se fundem. Na prática, é tudo o mesmo. A mente pensa plano, o corpo alia as cores e os dois juntos, com emoção e motivação, executam o desenho.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma teoria em Psicologia que defende mais ou menos isto: existem emoções intuitivas e outras cognitivas, umas instantâneas, outras racionais, ambas necessárias. Na Luz, no clássico, a razão pedia calma, porque existem outras batalhas pela frente, o campeonato é a prioridade dos dois e a Taça da Liga pode ser sempre amassada, encostada e esquecida com facilidade. Só que o coração não deixa. Se é clássico, é para jogar, para viver, para disputar nos limites. E para vergar o adversário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Emoção total, intensidade azul, clássico corajoso. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dezasseis minutos, dúvidas por terra, teses derrubadas e uma certeza: sim, o clássico tinha vida. As interrogações acerca da motivação e da vontade de ganhar esbateram no remate de Maxi Pereira que acabou dentro da baliza de Bracali, envergonharam-se quando Lucho respondeu com o empate e diluíram-se de vez, sem retorno, no momento em que Mangala, solto entre a defesa benfiquista, cabeceou forte para dar vantagem ao FC Porto. Em poucos minutos, três oportunidades, três golos, jogo aberto, clássico sem amarras.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de ver o Benfica saltar para a vantagem logo no início, a frio, o dragão soltou o freio, ganhou velocidade e acelerou a fundo até trocar de posição com o rival. Fê-lo rápido, com eficácia, mantendo, depois, a gula ofensiva, explorando em força as debilidades da dupla Capdevila-Nolito, lenta e descompensada, com boas oportunidades para marcar. Eduardo parou bem remates de Lucho e Sapunaru mas o Benfica tremeu. Depois, parou para reflectir, organizou-se e foi à luta. Até empatar.</p>
<p style="text-align: justify;">Jogando melhor, tendo mais bola, o Benfica ganhou espaço, margem de progressão e conseguiu, principalmente depois da meia hora, chegar à área de Bracali. Em quatro minutos, a bola esbarrou três vezes nos ferros da baliza azul, uma em cada um deles, dois remates de Luisão e um de Aimar. Prenúncios felizes para o Benfica, azarentos para o dragão, adivinhando o que se seguia: os encarnados mantiveram o cerco, a força, as investidas e, perto do intervalo, chegaram ao empate – o ponto fraco do FC Porto, neste jogo, esteve no mesmo do do Benfica: o lado esquerdo da defesa, nos portistas com Alex Sandro atrás e Álvaro Pereira na ala.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Equilíbrio, jogadas de xadrez e decisão: Benfica por cima.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ritmo frenético acalmou, o vigor decresceu e o estado de equilíbrio prolongou-se, esticado pelos minutos, longe dos momentos iniciais. Apesar de abrir com uma <em>chance</em> de ouro para Lucho voltar a dar vantagem ao FC Porto, a segunda parte teve mais contenção e o jogo fechou-se, sem o espaço de antes, sendo, agora, mais planeado com a razão do que discutido com o coração. O xadrez de treinadores começou depois dos sessenta minutos: Vítor Pereira retirou Lucho para lançar James e Jorge Jesus respondeu com Óscar Cardozo, no lugar de Nélson Oliveira. Pormenor?</p>
<p style="text-align: justify;">Falar das substituições não é apenas pormenor. Tem grande importância, porque teve resultados diferentes, antagónicos, que retiraram o equilíbrio do clássico e o colocaram no caminho do Benfica. A alteração no FC Porto não resultou e no Benfica foi letal: o dragão nunca mais se reergueu, não ganhou o poder de fogo que queria e acabou até por perder Hulk e James, entrado não como número dez mas para se agarrar à direita, mais tarde também Janko, enquanto, no Benfica, já com Gaitán em campo, Cardozo foi fundamental: aproveitou uma descoordenação do FC Porto e desfez o empate. E um passaporte carimbado a vermelho para a final.</p>
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		<title>Chipre, &#8220;El Dorado&#8221; ou último recurso para jogadores portugueses?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 21:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugueses]]></category>

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		<description><![CDATA[O título diz tudo, a República do Chipre é uma ilha situada no Mar Mediterrâneo e é lá que encontramos dezenas de jogadores portugueses; uns tentam dar o salto para os grandes palcos europeus depois de uma formação em Portugal que em nada resultou, outros vêm pelos bons salários e pela possibilidade de acabarem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/800px-Flag_of_Cyprus.svg_.png"><img class="aligncenter  wp-image-73789" title="800px-Flag_of_Cyprus.svg" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/800px-Flag_of_Cyprus.svg_-300x180.png" alt="800px Flag of Cyprus.svg  300x180 Chipre, El Dorado ou último recurso para jogadores portugueses?" width="254" height="153" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O título diz tudo, a República do Chipre é uma ilha situada no Mar Mediterrâneo e é lá que encontramos dezenas de jogadores portugueses; uns tentam dar o salto para os grandes palcos europeus depois de uma formação em Portugal que em nada resultou, outros vêm pelos bons salários e pela possibilidade de acabarem a carreira a fazerem o que gostam da melhor maneira possível.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Um país marcado pelas invasões e guerras</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O Chipre foi ocupado por inúmeros povos, desde os fenícios aos romanos, o acumular de tanta invasão tornou-o num país diversificado a nível cultural mas dividido em duas partes &#8211; a parte turca e a parte grega &#8211; sendo elas bastante distintas. A capital é Nicósia e o país tem cerca de 800 mil pessoas e uma prosperidade económica que chega ao futebol e é aí que entra esta reportagem/entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;">Contactámos dois jogadores portugueses que estão no Chipre, só com os testemunhos deles conseguimos ter uma visão mais próxima do que se passa no país. Fomos então falar com <strong>Rui Lopes </strong>(Rui Daniel Campos Oliveira Lopes), 22 anos, natural de Espinho, jogador do APOP, formado no Sporting e <strong>Sérgio Barge</strong> (Sérgio Filipe da Silva Barge), ex-Oliveirense, defesa de 28 anos formado no FC Porto, natural de Ovar.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/nicosia.jpg"><img class=" wp-image-73794" title="nicosia" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/nicosia-300x225.jpg" alt="nicosia 300x225 Chipre, El Dorado ou último recurso para jogadores portugueses?" width="300" height="225" /></a></dt>
</dl>
<address class="wp-caption-dd">Nicósia, capital cipriota tem mais de 300 mil habitantes e é bastante rica em história.</address>
<address class="wp-caption-dd"> </address>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rui Lopes</strong> saiu do Cinfães, clube da AF Viseu, e tentou a sua sorte lá fora, num país que já é considerado por muitos o novo &#8220;El Dorado&#8221; para os jogadores portugueses como chegou a ser a Espanha e até a Rússia. <strong>Rui</strong> disse ao <strong>FutebolPortugal</strong> que o que custou mais ao início foram as saudades, mas o facto de jogar com portugueses no APOP facilitou tudo: <em>«As maiores dificuldades foram obviamente a distancia da minha família e dos amigos, a adaptação ao Chipre tornou-se um pouco mais fácil porque vim para uma equipa onde tenho vários colegas portugueses e isso facilitou muito as coisas.». </em><strong>Barge</strong> aponta a língua como único problema: <em>«Eu não tive muitos problemas desde que cheguei, adaptei-me muito bem e fui muito bem recebido por todos&#8230; O que custa mais é não saber falar bem inglês, mas isso com um pouco mais de tempo resolve-se.»</em>.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_74345" class="wp-caption aligncenter" style="width: 214px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/405670_356651791025509_2040747114_n1.jpg"><img class="size-medium wp-image-74345" title="405670_356651791025509_2040747114_n" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/405670_356651791025509_2040747114_n1-204x300.jpg" alt="405670 356651791025509 2040747114 n1 204x300 Chipre, El Dorado ou último recurso para jogadores portugueses?" width="204" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Rui Lopes é um produto da academia leonina que tenta agora conquistar o seu lugar ao Sol em terras cipriotas</p></div>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao facto de o país estar divido, isso não parece ser problema para os portugueses: <em>«Eu ainda não senti qualquer tipo de problema com a divisão do país, nem isso me tem complicado em nada, até porque podes ir à parte turca sem qualquer tipo de problema, desde que tenhas passaporte, claro.»</em> esclarece <strong>Barge.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;">O &#8220;El Dorado&#8221; em pleno mar Mediterrâneo</h3>
<p style="text-align: justify;">Tem-se vindo a notar, nos últimos 6 ou 7 anos, a emigração em massa de jogadores portugueses para o Chipre. Em nada se pode comparar o país, as pessoas e muito menos o futebol com Portugal, apesar do APOEL, principal representante cipriota nas competições europeias, se vir a afirmar no futebol em si.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Anorthosis Famagusta FC</strong> é o clube mais antigo do Chipre, data de 1911 e está em 103º no ranking UEFA e joga em Famagusta, cidade a norte do país. Curiosamente o Anorthosis não tem nenhum português actualmente, tinha Cristóvão que saiu para a Bulgária, mas tem Roncatto que passou pelo Belenenses e Paços de Ferreira.</p>
<p><strong>Gymnastikos Sullogos ta Pagkypria</strong> (Neo GSP) 23400 pessoas &#8211; Nicósia (casa do APOEL, Omonia, Olympiakos Nicosia, selecção do Chipre) é o maior estádio do Chipre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/new_gsp_500x339.8790.gif"><img class=" wp-image-73795" title="new_gsp_500x339.8790" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/new_gsp_500x339.8790-300x203.gif" alt="new gsp 500x339.8790 300x203 Chipre, El Dorado ou último recurso para jogadores portugueses?" width="300" height="203" /></a></dt>
</dl>
<address class="wp-caption-dd">O Gymnastikos Sullogos ta Pagkypria é o maior estádio do país, fica na capital e serve a selecção nacional aquando dos seus jogos internacionais</address>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O que levou os nossos protagonistas a irem para o Chipre são motivos distintos; <strong>Rui Lopes,</strong> sendo mais jovem, tenta dar o salto e mostrar o que vale lá fora: <em>«Aceitei esta experiência aqui no Chipre para procurar um novo rumo na minha carreira como jogador de futebol e também pela experiência que e estar fora do meu pais.»</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>«Sinceramente, o que me levou a deixar Portugal, para além das melhores condições contratuais que se tem aqui, foi a situação que o futebol português atravessa. Há muitas dificuldades financeiras, recebe-se pouco e não se sabe quando. Ao contrário do que as pessoas pensam a maioria dos jogadores não ganham nenhuma fortuna. A falta de espaço e oportunidade que o jogador português tem em Portugal é um absurdo, algo que deve de ser revisto para proteger o que é nosso. Sou ambicioso e quero sempre mais, foi também esse um dos fatores para ter escolhido esta nova etapa da minha vida!»</em> afirma <strong>Sérgio Barge</strong> ao<strong> FutebolPortugal</strong>, o jogador de 28 anos já jogou no Feirense, Sanjoanense, Estoril, Belenenses e mais recentemente Oliveirense.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_74339" class="wp-caption  alignleft" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/407409_291128907611317_100001426314794_834147_2138100698_n.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-74367" title="407409_291128907611317_100001426314794_834147_2138100698_n" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/407409_291128907611317_100001426314794_834147_2138100698_n-173x300.jpg" alt="407409 291128907611317 100001426314794 834147 2138100698 n 173x300 Chipre, El Dorado ou último recurso para jogadores portugueses?" width="173" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Barge, jogou no Belenenses e na Oliveirense antes de partir para o Chipre</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;">São mais de 60 os portugueses que atuam na primeira e segunda divisão cipriotas</h3>
<p style="text-align: justify;">É este o número de jogadores que deixaram Portugal, segundo apurou o FP, e viajaram mais de 1500km para um país onde o futebol está a despontar mas a qualidade dos jogadores e treinadores começa a mostrar resultados: <em>«Penso que aqui o futebol não é tão intenso e agressivo como em Portugal, tens mais tempo para pensar e tenta-se jogar com qualidade. Ao contrário do que se pensa, esta liga tem muita qualidade, bons jogadores, bons treinadores, estádios com muitas condições.»</em> diz <strong>Barge. Rui Lopes</strong> confirma o que diz Barges ao dizer que <em>«o futebol cipriota é completamente diferente do português, tanto na qualidade dos jogadores como na própria organização dos clubes mas penso que tem vindo a melhorar com a vinda de jogadores estrangeiros.».</em></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o facto de haver portugueses num sítio para onde vão os seus compatriotas nem sempre é sinal de amabilidade ou hospitalidade mas, no caso de <strong>Rui e Sérgio</strong>, ambos tecem enormes elogios aos colegas lusos; <strong>Barge</strong> agradece aos seus colegas o facto de o terem ajudado: <em>«Sim, é verdade que há imensos portugueses no Chipre, aqui no ALKI somos 4 jogadores (Bernardo Vasconcelos, Santamaria e Bruno Fernandes). Todos eles me ajudaram muito no início e talvez por isso não tenha tido qualquer tipo de problemas na adaptação e integração na equipa e no próprio país.»</em>; <strong>Rui Lopes</strong> diz o mesmo: <em>«Sim, estão muitos jogadores portugueses a jogar cá no Chipre, na minha equipa somos 4, eu, o Ginho, o Catchana e o Zé Eduardo, todos eles me ajudaram na adaptação ao futebol cipriota.».</em></p>
<p style="text-align: justify;">Há também que destacar os jogadores cipriotas que, segundo <strong>Rui e Barge</strong>, é <em>«natural que não gostem do facto de serem tantos estrangeiros na liga»</em> mas habituam-se e no fundo sabem<em> «que a vinda dos estrangeiros só vem beneficiar o seu futebol»</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> ______________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jogadores portugueses no Chipre:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&gt;<span style="text-decoration: underline;"> 1ª Liga (últimos clubes portugueses representados):</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AEL Limassol -</strong> Hugo Sousa (ex-Porto[junior]); Dossa Júnior (ex-Imortal); Carlitos (ex-Atlético); Monteiro (ex-Santa Clara); Silas (ex-Leiria); Kaby Djaló (ex-Boavista[camadas jovens]); Henrique (ex-Portimonense)<br />
<strong>Omonia &#8211; </strong>Renato Margaça (ex-Mafra); Bruno Aguiar (ex-Benfica)<br />
<strong>APOEL</strong> &#8211; Paulo Jorge (ex-Braga); Hélder Sousa (ex-Trofense); Nuno Morais (ex-Marítimo B); Hélio Pinto (ex-Benfica)<br />
<strong>AEK Larnaca</strong> &#8211; Diogo Vila (ex-Padroense)<br />
<strong>Alki Larnaca -</strong> Barge (ex-Oliveirense); Santamaria (ex-Pinhalnovense); Bernardo Vasconcelos (ex-Estoril); Bruno Fernandes (ex-D. Aves)<br />
<strong>Apollon Limassol -</strong> Zé Vítor (ex-Nacional); João Paulo (ex-Leixões); Toni (ex-Beira-Mar)<br />
<strong>Nea Salamis -</strong> Saavedra (ex-Odivelas); Hélio Roque (ex-Ol. Moscavide)<br />
<strong>Olympiakos Nicosia -</strong> Pedro Duarte (ex-Estoril); Carlos Marques (ex-Ol. Moscavide); Carlos André (ex-Madalena)<br />
<strong>ENP -</strong> Hugo Faria (ex-Leiria)<br />
<strong>Aris Limassol -</strong> Comboio (ex-Portosantense); Alberto Louzeiro (ex-Louletano)<br />
<strong>Anagennisis</strong> &#8211; Hugo Soares (ex-Penafiel)</p>
<p style="text-align: justify;">&gt;<span style="text-decoration: underline;"> 2ª Liga</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DOXA -</strong> Jorge (ex-Gondomar); Tiago Conceição (ex-Real AC); Éder (Ex-Mafra); Gonçalo Costa (ex-Mafra); Abel Pereira (ex-Gondomar); Dani Rodrigues (ex-Feirense); João Pedro (ex-Gondomar); Cuco (ex-Beira-Mar); Pedro Mendes (ex-Beira-Mar); Hardy Pinto-Moreira  (N/A*)<br />
<strong>Ayia Napa -</strong> Ludgero Silveira (ex-Camacha); Jorge Tavares (ex-Ol. Moscavide)<br />
<strong>Akritas Chiorakas -</strong> Nuno Gomes (ex-Sporting Covilhã); Tiago Rosado (ex-Estrela Portalegre); Ângelo Rodrigues (ex-Pontassolense); Vivaldo (ex-Monsanto); Eugénio Neves (ex-Águias Musgueira)<br />
<strong>AEP:</strong> Miguel Vargas (ex-Estoril); Guilherme Cascavel (ex-Penafiel)<br />
<strong>PAEEK -</strong> Joca (ex-Dragões Sandinenses); Milton (ex-Freamunde); Telmo (ex-Atlético); Pedras (ex-Tirsense)<br />
<strong>APOP -</strong> Zé Eduardo (ex-Penafiel); Ginho (ex-Penafiel); Rui Lopes (ex-Cinfães); Ricardo Catchana (ex-Mafra)<br />
<strong>Chalkanoras Idaliou -</strong> Márico Carlos (ex- Vitória Setúbal)<br />
<strong>Othellos Athienou -</strong> Alemão (ex-Santa Clara); Zé Inácio (ex-Torreense); Pedro Lopo (ex-Oriental); Inácio Barbosa (ex-Toreense)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Nunca atuou em Portugal</em></p>
<p><em>Agradecimento especial ao Rui Lopes e ao Sérgio Barge pela disponibilidade e prontidão na ajuda à realização deste artigo &#8211; Jorge Correia</em></p>
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		<title>Liga Orangina: Estoril a caminho da subida?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 20:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Baião</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estatística]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Orangina]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A disputa pelos lugares de acesso à Liga Zon Sagres (reservada aos dois primeiros classificados da Liga Orangina) parece, esta temporada, restringida ao segundo posto da classificação do segundo escalão do futebol português uma vez que, ao contrário do equilíbrio que, por norma, pauta esta competição, o Estoril Praia tem, a 9 jornadas do fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/03/liga-orangina-estoril-a-caminho-da-subida/estoril_praia/" rel="attachment wp-att-73754"><img src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/estoril_praia-224x300.png" alt="estoril praia 224x300 Liga Orangina: Estoril a caminho da subida?" title="estoril_praia" width="224" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-73754" /></a></p>
<p align="justify">A disputa pelos lugares de acesso à Liga Zon Sagres (reservada aos dois primeiros classificados da Liga Orangina) parece, esta temporada, restringida ao segundo posto da classificação do segundo escalão do futebol português uma vez que, ao contrário do equilíbrio que, por norma, pauta esta competição, o Estoril Praia tem, a 9 jornadas do fim, uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo classificado e 11 sobre o terceiro, fazendo com que, a equipa <em>canarinha</em> &#8220;apenas&#8221; tenha que vencer 6 dos 9 jogos que tem para disputar. </p>
<p align="justify">Olhando para as últimas temporadas, nota-se que, nas últimas seis, nunca uma equipa chegou a esta fase da época com tamanha vantagem para o primeiro adversário que impedisse a subida de divisão e, na ocasião em que a diferença foi mais aproximada dos 10 pontos (em 2005/2006 o Beira-Mar possuía 8 pontos de avanço para o terceiro classificado) a equipa em questão acabaria por subir de divisão e, nessa época, ainda o campeonato se disputava com 18 clubes (última época em que tal se verificou) pelo que, em vez das 9 jornadas que faltam ao Estoril, faltavam, na altura, 13 jogos por disputar.</p>
<p align="justify">No entanto, convém que os <em>canarinhos</em> tenham presente que, nas 5 épocas seguintes, por duas ocasiões (incluindo a época passada), o líder do campeonato à 21ª jornada acabou por falhar a promoção à primeira liga, cabendo a infeliz marca a Rio Ave (em 2006/2007) que seguia em primeiro, seguido do Leixões, acabando a equipa de Matosinhos na primeira posição e o Vitória de Guimarães (quinto à 21ª jornada) no segundo posto e, na época passada, os dois primeiros classificados à 21ª jornada (Oliveirense &#8211; líder com 5 pontos de avanço para o terceiro &#8211; e Trofense &#8211; segundo classificado com 3 pontos de avanço) acabariam por se ver ultrapassados por Gil Vicente e Feirense que fariam a festa da subida.</p>
<p align="justify">Por outro lado, nas restantes 3 épocas (2007/2008, 2008/2009 e 2009/2010), os líderes à 21ª primeira jornada acabariam por ascender à Primeira Liga e, em todos os casos, sagrando-se campeões da Segunda Liga: foi assim com o Trofense (em 2007/2008) que manteria os 3 pontos de avanço que tinha à 21ª jornada, sagrando-se vencedor com essa mesma vantagem sobre o 3º classificado (Rio Ave), com o Olhanense (em 2008/2009) que tinha 6 pontos de vantagem à 21ª jornada, sagrando-se vencedor com essa mesma vantagem sobre o 3º classificado (Feirense) e com o Beira-Mar (em 2009/2010) onde o líder apenas perdeu 1 dos 3 pontos de vantagem sobre o 3º posto (seria novamente o Feirense), garantindo a conquista do título.</p>
<p align="justify">Será que o Estoril vai manter a tendência das últimas épocas ou que o que falta do campeonato trará uma surpresa?</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
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		<title>Benfica-FC Porto, 2-3 (crónica)</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 23:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Benfica]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Zon Sagres]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Vertigem. Velocidade. Dinâmica. Revolta. Desconstrução. Jogo vertiginoso, veloz, dinâmico, com traços de revolta, construído e desconstruído em cada um dos instantes, para romper horizontes, despertar consciências e ter impacto. Frenético, disputado até à última pinga de suor, sofrido, jogado com eletricidade total. Os primeiros vinte minutos do FC Porto foram do mais futurista que há. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/03/benfica-fc-porto-2-3-cronica/980x735-7/" rel="attachment wp-att-73292"><img class="aligncenter size-medium wp-image-73292" title="980x735" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/980x7356-300x225.jpg" alt="980x7356 300x225 Benfica FC Porto, 2 3 (crónica)" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vertigem. Velocidade. Dinâmica. Revolta. Desconstrução.</p>
<p style="text-align: justify;">Jogo vertiginoso, veloz, dinâmico, com traços de revolta, construído e desconstruído em cada um dos instantes, para romper horizontes, despertar consciências e ter impacto. Frenético, disputado até à última pinga de suor, sofrido, jogado com eletricidade total.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros vinte minutos do FC Porto foram do mais futurista que há. Distante do passado, louco por deixar marca, revoltado pelas críticas, ergueu-se na altivez de um campeão, puxou pelo brio e apostou forte. Pressionou, obrigou a errar, atirou-se em força para amassar o adversário. Num pontapé de Hulk, carregado de revolta, de força, de talento, passou para a frente. A <em>bofetada</em>, o <em>murro</em> e o <em>salto mortal.</em> Futurismo no máximo esplendor, transformado em futebol, bandeira de ideais libertinos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Despertar, equilibrar, construir. E ruir.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Benfica despertou assustado, num abanar súbito, com rudeza e sem maneiras, depois de assistir, passivo, a vinte minutos intensos do FC Porto. Parou, escutou e olhou: para pensar, para interiorizar o que tinha a fazer e para perceber como havia de colocar o dragão para trás, retirar-lhe o fogo e deixá-lo por baixo. A oportunidade de Cardozo parada por Helton, aos vinte e dois minutos, deu energia aos encarnados, equilibrou o jogo, tornou-o mais vivo.</p>
<p style="text-align: justify;">A dinâmica do jogo abriu-lhes as oportunidades. O FC Porto teve duas de ouro travadas por Artur, ainda um remate de Moutinho que resvalou na trave, antes de o Benfica, oportuno e eficiente, conseguir o empate, num tiro de Cardozo. O empate catapultou a equipa, abanou o dragão, que entretanto começara a abrir crateras, lançou o caos, deixou tudo desconstruído, aberto, sem rigidez. O segundo golo do paraguaio, figura máxima do Benfica, aos seis minutos da segunda parte, alterou tudo, construiu um cenário de vitória encarnada, deu conforto aos benfiquistas e trçou horizontes negros para o FC Porto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>James. <em>Licence to kill</em>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vítor Pereira viu o golo do Benfica, percebeu que a equipa tinha perdido a intensidade, porque todos os futuristas são enérgicos mas fugazes, atingiu que o Benfica, com Aimar lesionado, já tinha Rodrigo em jogo, num sinal de luta até final, dente por dente, e que havia de responder, sem receios, só para ganhar. Jogou, arriscou forte, num limbo, entre herói e suicida, na substituição de Rolando e entrada de James Rodríguez, chegado de Miami, em contra-relógio, com a passagem de Djalma para a direita e Maicon para o centro. Tudo em jogo. E foi feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem tem qualidade, resolve. Não precisa de muito. E James tem, muita, sabe o que fazer e deram-lhe <em>licence to kill.</em> O Benfica avançou para o ataque, com postura e aspeto de dominador, quis chegar ao terceiro golo e, num momento letal, o colombiano ganhou a bola, cavalgou pelo terreno encarnado e rematou forte para o empate. De novo, desconstrução do que estava aceite. E mais equilíbrio até um momento fatal, daqueles que resolvem, desesperam qualquer adepto: Emerson foi expulso, abriu um vazio na defesa do Benfica e deixou a equipa à mercê, apertada, em aflição.</p>
<p style="text-align: justify;">Num jogo louco, forte e pintalgado de momentos belos, faltava a polémica. Ficou reservada para o final. Mais veneno de James, um génio à solta, num cruzamento perfeito e num cabeceamento feliz de Maicon, em fora-de-jogo que passou em claro, erro grosseiro, para o fundo da baliza de Artur. Permitiu carregar o azul, dar a vitória ao FC Porto e deixar o campeão, depois das trevas, outra vez instalado no trono.</p>
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		<title>FC Porto: Uma guerra mal planeada</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[ArtOpiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma guerra, o mesmo objetivo, matar ou morrer, puro e duro, sem retorno. E, apesar de tudo isso, é desigual, porque lutado com armas diferentes. Perante quem tem uma lapela recheada de insígnias, com brasões de respeito e se apresenta armado até pescoço, com licença para matar, é preciso saber resistir, ser mais expedito, ganhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/02/fc-porto-uma-guerra-mal-planeada/980x735-6/" rel="attachment wp-att-72725"><img class="aligncenter size-medium wp-image-72725" title="980x735" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/980x7355-300x225.jpg" alt="980x7355 300x225 FC Porto: Uma guerra mal planeada" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma guerra, o mesmo objetivo, matar ou morrer, puro e duro, sem retorno. E, apesar de tudo isso, é desigual, porque lutado com armas diferentes. Perante quem tem uma lapela recheada de insígnias, com brasões de respeito e se apresenta armado até pescoço, com licença para matar, é preciso saber resistir, ser mais expedito, ganhar na tática, desferir os golpes certos. Ah, claro, quase que esquecia, mesmo sendo essencial: não pode haver erros. Porque isso, mais do que tudo, deita tudo por terra. Como um castelo de cartas.</p>
<p style="text-align: justify;">Manchester City e FC Porto são incomparáveis. Um tem dinheiro, um plantel fortíssimo, é um conjunto de estrelas, por vezes cintilante e por outras em eclipse, que ganha e lidera um campeonato de alto risco, enquanto o outro, honroso, consegue bons resultados, carrega a defesa do título europeu e, por isso, dá nas vistas. Mesmo assim, um é superior. Muito superior. Este é o primeiro ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, dizer que por isso o exército mais reduzido, menos brilhante, mais barato e mais contido, quase envergonhado pelas luzes ofuscantes do rival, estava derrotado antes do jogo começar é demasiado redutor e faz pouco sentido. Há sempre alguma coisa a ser aproveitada para surpreender o mais forte. Em futebol ainda mais, porque, diz-se, é um jogo que detesta lógicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que olhando para os números, pesados e claros, não restam dúvidas: o mais forte ganhou, 6-1 ao todo, superioridade britânica assente para seguir o rumo natural das coisas. Mas, nos dois jogos, nem sempre foi assim tão límpido. O dragão teve bons momentos, conseguiu atingir níveis talvez nunca vistos esta época, teve a bola, circulou, tentou, quis ser feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema foi que o FC Porto errou. Individualmente, no planeamento e na mentalidade. E isso, por mais que se queira esconder, é fatal. Pelo menos quando se joga com adversários bem mais fortes. Falhou passes, falhou interceções, falhou remates, falhou oportunidades de golo. E falhou ao colocar o Manchester City num pedestal. As vitórias morais, esqueçam, já não existem.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que falhar durante os jogos, com opções técnicas discutíveis ou adormecimentos individuais, o dragão continua preso a problemas antigos, evidentes e confrangedores, apesar de disfarçados nalguns jogos, que deixaram o seu azul pálido, envergonhado e sem capacidade de se notar. Um dragão que não tenha fogo é incapaz de assustar, por mais que grite, por mais que mostre vontade de degolar quem lhe aparece pela frente, por mais que tenha uma pose vigorosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos dois jogos com o Manchester City, o FC Porto circulou a bola, fez combinações, tabelas e conseguiu chegar à área dos<em> citizens</em>. E ficou por aí. Nos cento e oitenta minutos, no Dragão e no Etihad, raramente colocou Joe Hart à prova. Circulou a bola mas sem perigo, avançou mas sem ter a baliza no horizonte, rematou mas sem <em>killer instinct</em>. Sem uma referência na área, com Hulk manietado, sem James na plenitude, com um meio-campo envolto numa teia, sem profundidade pelo corredor direito. Os erros já estão detetados. E arrastam-se desde agosto.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Erros meus, má fortuna</em>. A máxima faz sempre sentido.</p>
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		<title>Opinião: Um puzzle desfeito</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 14:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[ArtOpiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>

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		<description><![CDATA[Triste, distante, esbatida, com contornos desarranjados, sem requinte, arte grotesca, quase primitiva, por cima de uma tela de classe e com peças valiosas. Tons escuros, imagens nefastas, perdidas nas ruínas. Uma anarquia, um caos. Os suores frios correm pelo rosto. A ansiedade toma o corpo, aquece, inquieta, pressiona. O aspecto mostra desleixo, a imagem é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/opiniao-um-puzzle-desfeito/fbl-por-porto-gil-vicente/" rel="attachment wp-att-71744"><img class="aligncenter size-medium wp-image-71744" title="FBL-POR-PORTO-GIL VICENTE" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/10108022_vHtRM-300x174.jpg" alt="10108022 vHtRM 300x174 Opinião: Um puzzle desfeito" width="300" height="174" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Triste, distante, esbatida, com contornos desarranjados, sem requinte, arte grotesca, quase primitiva, por cima de uma tela de classe e com peças valiosas. Tons escuros, imagens nefastas, perdidas nas ruínas. Uma anarquia, um caos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os suores frios correm pelo rosto. A ansiedade toma o corpo, aquece, inquieta, pressiona.</p>
<p style="text-align: justify;">O aspecto mostra desleixo, a imagem é só desencanto, a alma respira dor. As emoções são depressivas e isso não se esconde. A fúria de viver acalmou, as pinceladas vigorosas cessaram. Resta saudade. E um cenário desolador.</p>
<p style="text-align: justify;">O<em> puzzle</em> está desfeito. Amontoam-se as tentativas, perdem-se as esperanças pelo meio, uma e outra vez, até o corpo começar a achar que já não consegue, a sentir os músculos tensos, presos, quase como prenúncio. O espírito abalou. A vontade, a fé, o ânimo, tudo, são levados aos poucos, sem retorno, em cada peça que não encaixa ou que, teimosa, parece ter vontade própria para saltar para outro lugar.</p>
<p style="text-align: justify;">O que poderia ser um só, uma união de várias peças, é apenas uma dispersão de fragmentos. Divididos, com múltiplos pedaços desconexos, perdidos no espaço, no tempo, nos pensamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de insistir, as vontades não se uniram, o sonho não guiou a acção, o sucesso comprometeu-se e a alma vencedora, de antes quebrar que torcer, tremeu como poucas vezes. Dispersado, triste, desencantado com a vida, o dragão olha para o que já fez, reflecte, perde-se no labirinto de imagens felizes e de momentos para esquecer, aponta culpas, critica, faz promessas de melhorar. E não entende como um <em>puzzle</em> pode, em tão pouco tempo, deixar de ser perfeito e passar a ser um problema sério.</p>
<p style="text-align: justify;">Perdeu-se a harmonia, a união, a força, a vontade, a crença, a garra, o sonho, a capacidade de chegar à glória. Este <em>puzzle</em> é uma caricatura, triste e negra, do outro. Com culpas para o dono, para o construtor e para as peças, umas com qualidade e sem vontade, outras voluntariosas mas só. <em>Erros meus, má fortuna</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">E, ao fundo, distante e nostálgico: <em>venceremos, venceremos, venceremos outra vez…</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Liga: Dragão mais forte</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 21:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Liga Zon Sagres]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[V. Guimarães]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dragão que gosta do risco, da vertigem, de sentir o sangue pulsar-lhe nas veias. Arrisca, parte em busca da felicidade, esquece-se de se certificar sobre as condições para avançar e galga terreno. Por vezes, com dificuldade, escorregando, com passos em falso. Outras com maior rapidez, dinâmica e fluidez. Mas sempre com o risco como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/liga-dragao-mais-forte/980x735-4/" rel="attachment wp-att-71239"><img class="aligncenter size-medium wp-image-71239" title="980x735" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/980x7353-300x225.jpg" alt="980x7353 300x225 Liga: Dragão mais forte" width="300" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Um dragão que gosta do risco, da vertigem, de sentir o sangue pulsar-lhe nas veias. Arrisca, parte em busca da felicidade, esquece-se de se certificar sobre as condições para avançar e galga terreno. Por vezes, com dificuldade, escorregando, com passos em falso. Outras com maior rapidez, dinâmica e fluidez. Mas sempre com o risco como companheiro. Está nos genes deste dragão.</p>
<p style="text-align: justify;">A vitória do FC Porto, por 3-1, sobre o Vitória de Guimarães não tem discussão. Foi conquistada com mérito, com vontade, com crença. O dragão é melhor: ergueu-se, mostrou as armas, controlou as investidas do Vitória, amassou o escudo e impediu que a arma do conquistador tivesse efeito letal. Teve a batalha na mão, ganhou posição, desferiu os golpes nos momentos certos e, mesmo tendo acabado com alguns arranhões, porque nas batalhas é inevitável, acabou por cima. Sorri, cumpriu um novo objectivo, continua invicto e garante luta até à morte com o Benfica.</p>
<p style="text-align: justify;">Dois belos golos de Rolando e de Moutinho, um na primeira parte e o outro logo na abertura da segunda, momentos fatais, deram avanço ao FC Porto, tranquilizaram espíritos portistas e feriram o Vitória. Mesmo assim, a equipa vimaranense, competitiva e solidária, que já tinha deixado o dragão em tremuras antes do intervalo, não se desmoronou. Manteve a cabeça erguida, tentou recompor a postura e unir esforços. Conseguiu um golo, por Faouzi, capaz de relançar o jogo e pôr a vitória do FC Porto em risco – o remate vitorioso nasce de um livre mal assinalado, que valeu a Fernando, um polvo cada vez mais forte, o quinto amarelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem Hulk, apareceu James. O colombiano, uma estrela cada vez mais cintilante, jogou ao sabor das ondas, variando, com traços de génio pelo meio de períodos mornos, com uma assistência exemplar para o golo de Rolando, ganhou (ganhou mesmo!) uma grande penalidade e, por fim, tirou todas as forças ao Vitória. Uma vitória para o dragão, confiança por alguns belos momentos, pela estreia promissora de Danilo e, apesar de alguns arrepios, gula saciada com um triunfo.</p>
<h5 style="text-align: justify;">FOTO: Catarina Morais.</h5>
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		<item>
		<title>GUARDIOLA E OUTRA VEZ O MESSI …   PRODUTOS DE IDEIAS VIVAS (DE QUALIDADE)</title>
		<link>http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/70558/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rita Santoalha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Táctica]]></category>
		<category><![CDATA[ArtOpiniao]]></category>
		<category><![CDATA[Crónicas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O Futebol é um fenómeno que existe independentemente de quem lhe dá vida mas a qualidade da sua evolução é construída de acordo com a concretização de IDEIAS. Quanto mais ricas são as ideias e a necessária capacidade de as expressar com rigor, maior é a tendência para o Futebol evoluir num sentido positivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/70558/guardiola-6/" rel="attachment wp-att-70559"><img class="aligncenter size-medium wp-image-70559" title="guardiola" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/guardiola6-300x191.jpg" alt="guardiola6 300x191 GUARDIOLA E OUTRA VEZ O MESSI …   PRODUTOS DE IDEIAS VIVAS (DE QUALIDADE) " width="300" height="191" /></a><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/70558/messi-13/" rel="attachment wp-att-70561"><img class="aligncenter size-medium wp-image-70561" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="messi" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/messi10-300x225.jpg" alt="messi10 300x225 GUARDIOLA E OUTRA VEZ O MESSI …   PRODUTOS DE IDEIAS VIVAS (DE QUALIDADE) " width="300" height="225" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O Futebol é um fenómeno que existe independentemente de quem lhe dá vida mas a qualidade da sua evolução é construída de acordo com a concretização de IDEIAS. Quanto mais ricas são as ideias e a necessária capacidade de as expressar com rigor, maior é a tendência para o Futebol evoluir num sentido positivo – porque, sendo universal, o futebol comporta a possibilidade genuína de CONTAGIAR “razões”… (mas como?)</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos aprofundar… o Guardiola foi eleito, ontem, melhor treinador do mundo e o Messi é, pela terceira vez consecutiva, o melhor jogador do mundo e isto tem que nos fazer pensar. Do Barcelona sabe-se ser um CLUBE com um PROJECTO GLOBAL que se define na qualidade do modo como se procura jogar, SEMPRE. Por isso, “Ser Barcelona” é partilhar uma sentimentalidade colectiva na apreensão de circunstâncias jogadas sempre novas. Aos 6 anos, aos 12 anos e aos 19 anos, a essência daquilo que se procura expressar, em jogo, é exactamente a mesma (primado da “posse de bola”) e, então, o que modela a configuração dos sub-processos do projecto (global) são as ideias de qualidade (ganhar com regularidade, é este o critério para aferir a qualidade das ideias).</p>
<p style="text-align: justify;">O Futebol é uma actividade humana que existe em consequência de INTERPRETAÇÕES: é função do treinador CRIAR uma equipa através do modo como LIGA os jogadores com ideias (vivas) que intervêm no modo como interagem para ganhar; e é função dos jogadores empenharem-se (corpo em acção INTENCIONAL) na concretização de uma forma de jogar específica (com mote na idealizada pelo treinador). Cumprir as funções enunciadas parte de interpretações – o treinador só concebe uma forma de jogar para uma equipa específica porque contém uma representação PARTICULAR do Jogo de Futebol (e, claro, um entendimento particular sobre aquilo que é treinar) e os jogadores procuram dar vida a essa forma de jogar através de uma apreensão que é feita com o sentido (colectivo) que é dado aos conteúdos da apreensão (princípios de jogo).</p>
<p style="text-align: justify;">O Guardiola é o melhor treinador do mundo porque, tendo ideias geniais (respeitam a natureza COLECTIVA do futebol, elevando-a – é este o critério para a genialidade das ideias), foi capaz de CONTAGIAR cada um dos jogadores da sua equipa e, por isso, agora (cada vez mais) o que direcciona a interacção entre jogadores ligados e jogo (apreensão colectiva das circunstâncias momentâneas) são as “ideias” e a capacidade impressionante que os jogadores (diferentes) possuem de lhes dar vida com DIVERSIDADE.</p>
<p style="text-align: justify;">O Messi é o resultado do tal projecto global (que começa e não acaba). Porque cresceu no Barcelona viveu <span style="text-decoration: underline;">muito tempo</span> numa cultura que eleva aquilo que o distingue (ver crónica sobre o Messi) e, porque continua no Barcelona, não pára de crescer – não é previsível porque é SENSÍVEL e, por isso, continua a enganar adversários e a surpreender os que o sentem do lado de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Com estes resultados – melhor treinador do mundo e melhor jogador do mundo – este projecto global é uma REFERÊNCIA DE QUALIDADE. Servirmo-nos dela para provocar evolução no nosso raio de acção (no mínimo problematizá-lo) é muito importante, principalmente num tempo em que a formação de jogadores de futebol carece de uma transformação capaz de dar resposta aos problemas impostos por uma sociedade que “prende” as crianças e as impede de jogar com liberdade. Mais do que imitar o Barcelona (para cada CONTEXTO um problema e para cada problema uma solução ideal), importa conhecer a coerência das suas IDEIAS de base e aprofundá-las – porque elas (as ideias) são a sua maior força.</p>
<p style="text-align: justify;">No Futebol há DIVERSIDADE porque o Jogo tem uma natureza aberta e isto quer dizer que é o confronto que modela o sentido do jogo. O Confronto põe problemas sempre diferentes e, por isso, as melhores equipas são as que estão mais bem PREPARADAS para lhes dar resposta. A qualidade da preparação define-se na quantidade de capacidade que as equipas têm de sentir as circunstâncias e, sentindo-as com sentido, ser “maior do que elas” (ou seja, porque tenho capacidade para intervir no momento de acordo com as circunstancias que o definem, transformo-o). O Barcelona (desculpem-me a insistência mas…) é sempre maior do que as circunstâncias porque, independentemente da qualidade do confronto, o PADRÃO de soluções que expressa é o mesmo (MATRIZ).</p>
<p style="text-align: justify;">Deixarmo-nos contagiar por esta referência de qualidade implica percebermos que <span style="text-decoration: underline;">o primado está nas ideias</span> (que têm de ser vivas e de qualidade). Engendrá-las através de uma sensibilidade ao contexto, não abdicar delas em nenhuma circunstância (na facilidade e na dificuldade), problematizá-las e provocar evolução através da sua complexificação, ter capacidade para lhes dar vida através de um processo de treino que (também ele) respeite a natureza do Futebol, …</p>
<p style="text-align: justify;">Estas são condições universais que podemos aprender se estivermos disponíveis para sermos contagiados por referências de qualidade e, quando isso acontecer, vamos estar preparados para intervir no Futebol de modo a contribui para a sua evolução (positiva).</p>
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		<title>A importância do contexto para o Modelo de Jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 20:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dário Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Scouting e Formação]]></category>

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		<description><![CDATA[Falo com um treinador do clube onde estou sobre a formação nacional e sobre o futuro do jogador português, contrariando as visões pessimistas defendo que Portugal tem o bem mais raro do futebol, o talento, mas que urge uma mudança radical na forma de pensar o nosso futebol juvenil. Porque acredito que nos falta organização, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://futebolportugal.clix.pt/2012/01/a-importancia-do-contexto-para-o-modelo-de-jogo/fabregas-xavi-messi-web/" rel="attachment wp-att-70398"><img class="aligncenter size-full wp-image-70398" title="fabregas-xavi-messi-web" src="http://futebolportugal.clix.pt/wp-content/uploads/fabregas-xavi-messi-web.jpg" alt="fabregas xavi messi web A importância do contexto para o Modelo de Jogo" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Falo com um treinador do clube onde estou sobre a <strong>formação nacional</strong> e sobre o futuro do jogador português, contrariando as visões pessimistas defendo que Portugal tem o bem mais raro do futebol, <strong>o talento</strong>, mas que urge uma mudança radical na forma de pensar o nosso futebol juvenil.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque acredito que nos falta <strong>organização</strong>, que poucos são os clubes da nossa formação que trabalham apoiados num <strong>modelo de jogo</strong> comum, em que existe um processo coerente e abrangente aos vários escalões da formação. No fundo falta toda a base que nos possa permitir evoluir para um nível seguinte, porque quando o processo é aleatório os seus resultados também o serão.</p>
<p style="text-align: justify;">Por razões que desconheço quando menciono a importância dessa mudança, todos concordam mas a grande maioria responde dizendo que é impraticável, que os clubes neste momento têm objectivos competitivos na formação (que na maioria das vezes são, de forma errada, prioridades) que não permitem a execução de determinado tipo de futebol, um jogo desse género, jogar em posse, etc., etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente a ignorância é resposta a muitas questões, quem olha de lado para esta nova geração de técnicos e professores, quem vê esta mudança apenas associada a um tipo de jogo está <strong>profundamente errado</strong>. Construir um modelo de jogo não é copiar isto ou aquilo, a idealização de um projecto dessa natureza não pode nunca se basear em imitar esta ou aquela realidade, porque o modelo de jogo de cada clube deve ser próprio, deve nascer dentro do modelo do clube e deve crescer profundamente ligado ao contexto em que está inserido.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir um modelo não é tentar jogar à Barça em todos os escalões, isso sim é impraticável, construir um modelo é idealizar o jogo que se pretende, é analisar o <strong>contexto</strong> e objectivos em que estamos inseridos, é perceber os recursos que temos disponíveis e aí sim moldar o “jogar” que pretendemos, os princípios, sub-princípios e sub-subprincípios do que queremos que apareça em campo e quais as formas de aí chegar.</p>
<p style="text-align: justify;">A solução não passa por imitar o que vemos em Espanha ou noutro lado qualquer em que apareça qualidade, a solução é olharmos nos olhos da nossa realidade, é percebermos o que temos de melhorar, é criar organização na nossa formação, é ter paciência para um processo que vai e deve ser longo, é construirmos desde a base aquilo que queremos que apareça no topo da pirâmide, e se queremos que esse topo seja de excelência, a base deve ser também de excelência.</p>
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		<title>Sporting-FC Porto, 0-0 (crónica)</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 23:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crónicas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[Contagem decrescente, toque da sineta cada vez mais próximo, suor a escorrer pelo rosto e marcas de combate no corpo. Toalhas no tapete. Um cumprimento e até à próxima. Apenas com tempo para limpar a face e preparar outro combate. Sem distrações. Um boxeur sobe para o ringue e quer golpear o adversário, deixá-lo no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Contagem decrescente, toque da sineta cada vez mais próximo, suor a escorrer pelo rosto e marcas de combate no corpo. Toalhas no tapete. Um cumprimento e até à próxima. Apenas com tempo para limpar a face e preparar outro combate. Sem distrações.</p>
<p style="text-align: justify;">Um<em> boxeur</em> sobe para o ringue e quer golpear o adversário, deixá-lo no tapete e ouvir o árbitro contar os segundos. Depois de jogar com ele, aplicar uma estratégia, pensar, adaptar-se ao que tem pela frente. Quando as forças se equilibram, mais do que querer desferir pancadas certeiras, importa proteger o corpo, resguardar-se e prolongar a discussão por mais tempo. Sporting e FC Porto pensaram da mesma forma. Com armas diferentes, sem pressas, quiseram estar protegidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Acabaram os dois com a mesma sensação. Não foi o que queriam mas também não tombaram no tapete.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dragão e leão iguais, com o empate justo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É incontornável: este FC Porto deixou a cultura de posse, o futebol de toques, numa sucessão infindável de passes, entre defesa, meio-campo e ataque, para assumir um estilo mais direto, veloz, para descompensar o adversário. Bombardeia mais bolas, tem um meio-campo muito mais estanque, deixa espaço livre em demasia. O Sporting quis segurança a defender, por isso colocou Renato Neto de início, mas não recear a bola, tê-la consigo, assumindo a sua identidade, para poder ameaçar a baliza de Helton. Filosofias diferentes, forças iguais, fatores de equilíbrio.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais equilibrado devia ser difícil. Sporting e FC Porto igualaram-se, partilharam oportunidades, acreditaram ser possível ganhar. O leão teve mais bola, procurou jogar de forma apoiada, com pressão para impedir o adversário de progredir, enquanto o dragão, expectante e pragmático, apostou na velocidade, em jogadas rápidas, dando passos longos rumo ao ataque. Estiveram perto de conseguir os objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Helton e Rui Patrício agigantaram-se e, quando estavam ultrapassados, os deuses da fortuna protegeram-nos. Cabeçadas de Maicon e Polga foram travadas pelos guarda-redes, que, em momentos cruciais, mantiveram as balizas a zero: Patrício tapou os caminhos do golo a Hulk e Helton ergueu-se quando Van Wolfswinkel lhe apareceu pela frente. No final, a Fortuna. Para o dragão, chegou quando um remate de Izmailov, sem guarda-redes na baliza, encontrasse a ponta do pé de Álvaro Pereira e para o leão, já nos descontos, quando um tiro de James esbarrou nas pernas de Otamendi.</p>
<p style="text-align: justify;">É, este clássico tinha mesmo de dar empate…</p>
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