Caso Queiroz: Veja o vídeo de entrevista verdadeiramente surreal à SIC, seleccionador afirma, entre muitas outras coisas e de forma peremtória que o usou o termo “polvo”, porque para ele, é igual ao termo “terremoto”
31/08/2010 - 21:38 - Destaques por
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cq 150x100 Caso Queiroz: Veja o vídeo de entrevista verdadeiramente surreal à SIC, seleccionador afirma, entre muitas outras coisas e de forma peremtória que o usou o termo polvo, porque para ele, é igual ao termo terremotoO seleccionador nacional Carlos Queiroz esteve há poucos minutos no Jornal da Noite da SIC para contar a sua versão dos factos ocorridos na Covilhã, durante a visita da ADoP ao estágio da Selecção Nacional e falar mais sobre o aplicado pela Autoridade Antidopagem por obstrução ao controlo antidoping. O mesmo homem que disse ao semanário Expresso há poucos dias que “só saio daqui morto” e que “de início, parecia haver uma acção concertada, que começava com o processo e conduziria ao meu despedimento. E Amândio de Carvalho decidiu pôr a sua cara na cabeça do polvo. Aliás, não me surpreende”, vem agora dizer que usou o termo “polvo” como poderia ter usado o termo “terremoto” ou “nuvem” e que para ele são a mesmíssima coisa, lamentando contudo, uma vez mais, a fraseologia utilizada para expressar um sentimento de frustração e de impotência, quando se referiu às análises à “cona da mãe” do dr. Luis Horta, porque não queria que bem perto das 8h00 da manhã os jogadores fossem acordados, para fazer o controlo, porque isso colocaria em causa todo o plano de preparação para o Mundial. Ora isto é verdadeiramente anedótico e surreal meus caros. E por aqui me fico na adjectivação desta entrevista de Carlos Queiroz a Rodrigo Guedes de Carvalho – a dada altura mais parecia um monólogo muito bem ensaiado mesmo com o entrevistador e o entrevista, cada um deles, a puxar dos galões por anos de jornalismo e de treinador – , até porque quem acompanhou tudo o que se passou, sabe perfeitamente bem o que é que está aqui, verdadeiramente em causa. Em suma Carlos Queiroz desmentiu cabalmente ter interferido no trabalho dos médicos da autoridade anti-dopagem, tendo referido logo no inicio da mesma entrevista que ainda não recebeu nenhuma notificação da ADoP, sabendo do processo apenas pela comunicação social. Em relação aos factos ocorridos na Covilhã, o seleccionador afirmou que foi ele o primeiro a pedir um controlo anti-doping aos jogadores da selecção nacional numa reunião preparatória, que tinha estado “no local errado à hora errada”, quando se encontrou com os médicos da ADoP, nas escadas que dão acesso à recepção do Hotel Turismo da Covilhã, ainda não tendo percebido porque é que se viu “vitima de um terremoto à chegada a Lisboa”, depois do gozo das suas férias. Carlos Queiroz recusou-se ainda a dizer se foi responsável pela convocatória para os jogos com Chipre e Noruega, de apuramento para o Euro-2012, manifestando, apenas, “total confiança nos jogadores e equipa técnica. Sou amigo e trabalho há 25 anos com Agostinho Oliveira e sei que todos vão dar o melhor de si mesmos e que o trabalho vai ter continuidade”, prosseguir Queiroz, que revelou estar a planear deslocar-se aos estádios onde se realizarão os jogos para a eles assistir e que não pode falar sobre esta convocatória, porque imagine-se, está suspenso. Ou seja só está suspenso para algumas coisas. Conclusão: Foi uma entrevista absurda e, no mínimo, altamente incoerente ! Deixou-vos contudo mais algumas das outras tiradas espectaculares do senhor seleccionador:

“Quando aterrei em Lisboa, o Mundo tinha caído em cima de mim”

“Tenho todas as condições para responder às responsabilidades que me foram entregues, e espero que as pessoas que levaram o futebol português a cair nesta situação sejam responsabilizadas”

“É uma justiça governamental, que ninguém sabe como funciona. As pessoas que me acusaram tomaram uma decisão em causa própria de me condenar a seis meses de suspensão”

“O que eu disse na entrevista ao Expresso foi que o sr Amândio de Carvalho estaria de acordo com aqueles que pensam que devo ser suspenso. Chamem-lhe polvo, nuvem, terramoto”

“Este incidente dura dois minutos, aliás nas palavras de um dos médicos durou apenas 15 segundos”

“Eu não vivo sob suspeitas nem em clima de tramóia. Não podemos ser responsabilizados por aquilo que não dizemos. Há pessoas com princípios, não se trata de dinheiro”

“É uma justiça governamental, que ninguém sabe como funciona. As pessoas que me acusaram tomaram uma decisão em causa própria de me condenar a seis meses de suspensão”

“É a honra de um profissional com mais de 30 anos de carreira. Se fosse uma questão de dinheiro se calhar a situação já estava resolvida”

“Os termos da carta de renúncia foram tratados comigo. Todos os jogadores trataram da sua renuncia comigo. É absolutamente normal. Eu tive essa situação com o Paul Scholes em Inglaterra”

“Para mim não é (em resposta à pergunta se polvo é conotado com máfia). Naquele dia, quando aterrei em Lisboa, o mundo estava contra mim. É uma nuvem, um terramoto, um polvo, o que se quiser.”

“Eu estava no local errado à hora errada”

“No final, tenho todas condições, vontade e honra para corresponder”

“Tentei que os médicos não acordassem os jogadores, que esperassem meia-hora. Quando verifico que não consigo fazer prevalecer os bom-senso, é que tenho um desabafo para um membro da minha equipa técnica”

“Lamento a forma deselegante com que expressei a minha frustração”

“Se a solução fosse dinheiro, se calhar já tinha havido uma tentativa de saída nos bastidores. Mas a honra não se compra”

“Entre 14 e 23 de Julho não houve facto desportivo para levar ao despedimento. Tenho todas as questões para responder a isto”

“O Conselho Antidopagem atropelou o Conselho de Disciplina. Está em causa a dignidade do Conselho de Disciplina”

“Só não admito sair da FPF com o meu nome manchado em termos de honra e reputação. Se a solução fosse dinheiro, já tinha havido um acordo de bastidores”

(Sobre a convocatória ter sido feita por ele) “Estou suspenso, tenho de respeitar a decisão do CD e não vou falar das selecções. Tenho toda a confiança que as coisas vão correr. Desejo-lhe as melhores felicidades e estarei ao lado deles, de alma e coração. Faço tensões de ir ver os jogos”

“O que aconteceu é que houve intervenção do senhor Secretário de Estado. A minha primeira reacção foi acreditar que havia matéria infundamentada que levasse o Secretário de Estado a fazer afirmação dessas”

PS: Veja o vídeo completo da entrevista:

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Este artigo tem uma opinião

  1. Caro RG,
    Deve ver a entrevista de novo, desta vez com mais atenção.
    Ele não disse que «usou o termo “polvo” ».
    Ele disse: «Alguns jornais começaram a dizer que o Sr. Amândio de Carvalho era a cabeça de um polvo… não fui eu que disse isso»
    Além disso, não entendo porquê rotula esta entrevista de surreal… O Carlos Queiroz comportou-se como um verdadeiro Cavalheiro, esclarecendo os factos que até agora a comunicação social deturpou.
    A única coisa surreal aqui foi o entrevistador.

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