O Record avança que o brasileiro de 30 anos, Doniéber Alexander Marangon, mais conhecido por Doni é a solução encontrada pelo Benfica para a baliza. Os responsáveis encarnados já terão contactado a Roma para consumar o empréstimo do guarda-redes canarinho que tem sido relegado para segundo plano, pelo técnico da Roma, Claudio Ranieri, pelo que a mudança para Portugal, lhe pode permitir jogar com maior regularidade. Doni enquadra-se no perfil pretendido pelo clube da Luz, uma vez que é um guarda-redes experiente, com provas dadas e habituado à pressão. Para além de não representar um grande investimento, por ser cedido a título de emprestimo e porque a Roma estará disposta a chegar a um entendimento para dividir os encargos salariais. Revelado pelo Paulista de Jundiaí, Doni, 1,94 mts e 91 kgs, começou como profissional no Botafogo de Ribeirão Preto. No Brasileirão de 2003, Doni era o grande nome para receber a Bola de Prata, da revista Placar, mas num jogo contra o Santos agrediu Fabiano e ficou muitos jogos sem jogar, acabando por perder o prémio para Rogério Ceni. No Brasil realizou em 4 anos, 126 jogos ao mais alto nível, ao serviço de Corinthians, Santos, Juventude e Cruzeiro. Em Itália leva a impressionante marca de 179 jogos realizados desde 2005. Só é suplente porque sempre preferiu jogar encontros de carácter amigável pelo Brasil – tem 11 internacionalizações – o que criou algumas divergências com os seus patrões italianos.
Uma mistura de Donizete com Cléber que não parava de crescer e nunca conseguia arranjar clube
Nos tempos de escola o menino sardento não queria crescer e os pais tiveram de ir ao médico para ajudá-lo a estabilizar a sua altura: “Na época de escola, de garoto, era o último em tudo. Não podia ficar na frente de ninguém que atrapalhava”, lembra Doniéber que com um nome destes afirma ter acabado por “sofrer um pouco na escola”, confessa Doni que sabe agora que o seu nome vem da junção de Donizete e de Cleber, nomes disputados pelos pais, que confirmam que ele nunca quis ser guarda-redes: “Ele falou: ‘Não, no gol eu não vou’. Aí eu falei: ‘Então você vai ficar em casa porque no meio eu não vou perder tempo” e lá ficou a jogar como “goleiro”. Guarani e Rio Branco não o quiseram, passou depois 15 dias pelo Santos e mais 15 pela Portuguesa dos Desportos e nada. Então o pai decidiu contratar um treinador de guarda-redes, de nome Chibarro, a alcunha de Altaíde Oliveira, na altura guardião profissional: “Ele explicou que tinha um filho, queria investir no menino, pra ver se haveria possibilidade, menino alto”, revela o treinador de guarda-redes. Entre os 12 e os 18 anos, tentou, sempre sem sucesso encontrar um clube para jogar. Apareceu então o Botafogo de Ribeirão Preto que apostou no craque, especialista em grandes penalidades, que pode estar a um pequeno passo do Benfica.
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