O candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, contestou, em entrevista ao Futebol Portugal, a decisão que levou á venda do ex-capitão do clube, João Moutinho. Em declarações proferidas esta tarde ao FP, Paulo Pereira Cristóvão não percebe porque venderam o jogador e antecipa que por este caminho não haverá nada mais para vender. Para arrepiar caminho o tempo urge e o clube pode correr o risco de se transformar num clube pequeno, mas mesmo assim o ex-candidato defende que José Eduardo Bettencourt deve continuar.
FP – Teme que se tenha aberto um precedente grave neste caso Moutinho ?
PPC – Sim porque dá-se a ideia de que qualquer jogador no futuro poderá engendrar plano semelhante e conseguir sair para onde quiser, por quanto quiser, independentemente dos contratos assinados.
FP – Está apreensivo com o futuro do SCP ?
PPC – Apreensivo com o futuro e com a ideia de pequenez que isto transmite para o exterior.
FP – Financeiramente, este é um sinal de que algo vai muito mal na economia leonina ?
PPC – Todos sabemos que as finanças do grupo sporting se encontram debilitadas e não é por este caminho que melhorarão.
FP – José Eduardo Bettencourt, mesmo contratando agora um par de nomes sonantes, tem condições para continuar no SCP ?
PPC – Tem todas as condições que derivam de ter sido eleito em democracia e em sufrágio universal e directo. Os mandatos são para serem cumpridos e enquanto os eleitos sentirem que têm condições para o desempneho daquelas funções.
FP – Teme a revolta dos associados por causa de toda esta novela?
PPC – Não estamos mais em tempos de “revoluções” e como disse a Drecção foi democraticamente eleita o que não inibe a sua responsabilização pelos actos praticados e as necessárias explicações que têm que dar a sócios e accionistas da SAD.































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