Três tiros de fora da área e o inevitável Falcão secaram um Rio Ave que trazia nenhumas poucas esperanças para esta eliminatória. Não deixa de ser verdade que o resultado possa transmitir a ideia de jogo fácil, não correspondendo isso à realidade, até porque o 2º golo já foi aos 79′. O Rio Ave voltou a demonstrar personalidade e a justificar o facto de estar nas meias finais após ultrapassar adversários difíceis (como o Braga) e de facto esta equipa não tem merecido os resultados que os últimos jogos têm traduzido.
No Porto, a grande novidade foi a estreia de David Addy, o jovem lateral esquerdo ganês que veio para evoluir e não para disputar, na presente temporada, um lugar com Álvaro Pereira. As coisas na primeira parte não lhe saíram nada bem para se dizer a verdade, muitos passes falhados, jogadas perdidas e grandes buracos na defesa. Na segunda parte esteve mais confiante e começou a apoiar, agora com consequência, o ataque do Porto, embora o aspecto defensivo tenha continuado aquém do desejável – por momentos faz lembrar o Lino. Extraordinário foi o apoio da massa associativa do Porto e que muito contribuiu para o aumento de confiança do jogador.
Outra das novidades da equipa inicial, Valeri, fez provavelmente o seu melhor jogo desde que chegou ao Porto. Acusado (justamente) de ser um jogador lento, hoje foi o 2º mais rápido, ficando apenas atrás de Guarin que entrou como um foguete (literalmente, já lá iremos).
O primeiro golo do Porto nasce de uma falta mal marcada pelo árbitro – que no geral esteve bem – mas cobrado de forma sublime por Belluschi, o guarda-redes Carlos bem que tentou desviar a bola com os olhos mas não surtiu efeito. Farías teve a oportunidade de fazer o segundo através de grande penalidade (conquistada por Valeri e bem assinalada pelo árbitro) mas rematou de forma bastante denunciada e permitiu a defesa.
Foi preciso esperar até quase 10 minutos do fim para começar o festival. Guarin entrou em campo, correu para a bola e disparou de forma indefensável, estava feito o segundo golo azul e branco. Pouco depois seria Rúben Micael a fazer o terceiro disparo para o fundo da baliza, um golo que, esperamos nós (portistas) traga de volta ao relvado aquele Ruben que fomos buscar ao Nacional da Madeira e pôs a equipa toda a jogar à sua volta.
O jogo não podia acabar sem um golo de Falcão. Primeiro rematou ao poste (ou talvez Carlos a tenha mesmo conseguido desviar com os olhos), mas o cabeceamento nos últimos instantes selou o resultado pesado para o Rio Ave.
A caminho da final da Taça de Portugal, em Oeiras, o Porto vai enfrentar o adversário mais forte desta competição, Desportivo de Chaves: chegou à final com mérito, é a primeira em 117 de história e é, seguramente, o jogo das suas vidas. Pede-se concentração máxima aos jogadores de Jesualdo Ferreira (e ao próprio).


























