Há por aí uma vaga de intelectuais alarmados com o estado da Educação em Portugal e com as consequências futuras de termos um país sobrelotado de incompetentes e “mal-educados”. Acordem! O Futuro já chegou e todos os dias nos entram em casa exemplos de que o mal já está feito. O Estado português está refém de uma classe politica Independente de valores morais e humanos, para quem a Ética passou a ser um programa de televisão. A anarquia sitiou-se nos recintos escolares onde os agressores chamam a si a autoridade que os professores fizeram por perder.
Olhamos para os últimos dias desportivos e constatamos que o Futebol nunca poderia ser um compartimento estanque da sociedade e, em particular, as claques voltaram a ser intervenientes pelas piores razões. Não podemos cair no faciliitismo de pintar a violência de azul, verde ou vermelho. Todos os marginais têm clube embora sejam poucos os priveligiados que ostentam uma braçadeira de capitão. Deveras preocupante e saber que os elementos das claques também já passaram pelos bancos da escola e duvido que os comportamentos que se têm vindo a manifestar nos estádios não fossem, já na altura, uma norma para todos aqueles individuos. Tirem-lhes os autocarros e imaginem mesas da sala de aula, tirem a policia e metam professores e temos um perfeito cenário do resultado da Educação em Portugal. As pedras deduzo que sejam comuns aos dois cenários…! As imagens em redor do estádio Algarve cristalizam o progressivo desprezo que habitantes deste país têm pelos concidadãos e, regra geral, pela Autoridade, que terá também as suas culpas.
Depois tivemos o jogo de futebol, já manchado pelo sangue de uma “educação” feita á base de cavalos, cães, bastões e balas de borracha. Se por algum motivo a claque portista duvidou da nobreza das suas acções os 90 minutos que se seguiram legitimaram todos os procedimentos criminais em que tinham incorrido. Num jogo sem história face á diferença de valores entre as equipas o interpréte da Autoridade e da Justiça em campo teve uma atitude em tudo parecida ao que se passa no nosso ensino Preparatório e Secundário; tratou a debilidade mental do capitão do FC Porto da mesma forma que se tratam os meninos esquizofrénicos ou socialmente desfavorecidos cujos excessos não devem ser contrariados sob pena de marginalizar ainda mais o “menino”. Fez-me lembrar aquela treta de não reprovar o aluno porque para isso tem de se explicar a razão da reprovação. Saberá Deus o que era preciso para que o central portista fosse expulso mas é certo que Jorge Sousa não tava para perder mais que 10mn com o relatório do jogo.
Pior que aquilo que se passou em campo foi ver o treinador do FC Porto a passar por cima do assunto envolvendo-se numa teia de mentiras que já enjoa todo e qualquer adepto portista. Do presidente também não se espera grande coisa e como Bruno Alves não terá muita vontade de ver o jogo na televisão e ter noção daquilo que chegou a casa de milhões de portugueses, vamos vê-lo embarcar para a África do Sul na ilusão de ter valor e estrutura mental para integrar a Seleção. (Não Sr.Queiroz! Não é a seleção de “todos nós”)
Se há uns anos atrás podíamos pensar que só a perda de vidas humanas levaria á criminalização destes actos a história recente desmente essa possibilidade. Professores e alunos viram no suicidio a solução dos problemas que o Estado lhes apresentou. O adepto preso por homicidio involuntário na final da Taça de 1996 fugiu sem que nunca mais lhe pusessem a vista em cima. Os exemplos de impunidade sucedem-se, dentro e fora do campo, sem que a Justiça se manifeste e Portugal caminha, jogo após jogo, para uma guerra civil sem quartel. A policia vai-se limitando a abater pelas costas condutores que desrespeitam operações stop ou execráveis bandidos que jogam á bola pela noite dentro, á porta dos seus guettos sociais. É dilacerante a estupidez com que se empenham em deter e julgar “terroristas” estrangeiros enquanto passam a mão pelo pêlo dos animais domésticos.
































Boas,
excelente comentário! Não coloco as culpas nas cores dos clubes, porque animais há em todo o lado, mas também não posso colocar as culpas na sociedade. Se as claques são a face da nossa deseducação, sinceramente espero que não.
O que espero, sinceramente, é que estes movimentos organizados sejam perseguidos, derrubados, agredidos fisicamente e no seu modo de vida, que são apenas marginais que roubam, agridem, traficam e não respeitam, destroem propriedade publica e privada e, com a força do grupo e o medo que nós, democracia em estado de direito, temos de ripostar com as mesmas armas, em defesa dos indefesos, aproveitam para crescer e para destruir.
O que foi visto ontem foi inadmissível, é impossível não ter havido centenas de detenções, as pessoas de bem não aceitam isso, quando estavam mobilizados mais de mil!!! agentes da autoridade pagos com os nossos impostos (que as pessoas de bem pagam impostos, ao contrário daqueles marginais!).
A polícia tem de destruir aquele modo de vida, para bem da sociedade, da educação, do desporto, da civilidade.
As claques assim, com estes comportamentos, não podem ser toleradas no século XXI.
Saudações Desportivas
Bom post, bem “ilustrado” pela foto que é um excelente exemplo do que são os tansos dos adeptos azuis e broncos e do que é o provincianismo complexado.
Totalmente de acordo em que o jogo não teve história graças à gritante diferença de valores entre as duas equipas, ou melhor, entre a do Benfica e as outras duas (os corruptos e a equipa do jorge sousa).
E de facto o bronco alves só pode ser deficiente mental, ou então estava drogado (ai a “amarelinha”…).
Se calhar nem que batesse num adversário com um daqueles ferros que os superdesdentados atiraram para cima da baliza do Quim era expulso!
Mas não foi o unico, porque o roto meioreles também andou por lá a pisar com os cascos, e o ferrando apertou o pescoço ao Aimar.
É o clube que tentou matar o co adriaanse com very lights no seu melhor…
É a cultura deles, coitados…
Como poderia a tipa da foto ser benfiquista se já nasceu puta?
Agora disseste tudo!!!