O Porto goleou, atropelou e massacrou de tal forma o Sporting (5-2) que até o golo do Liedson, nos descontos, foi aplaudido pelos adeptos azuis. Foi a melhor exibição da época mas sobretudo uma demonstração de que jogando ao ataque frente a um grande não tem que resultar mal, muito pelo contrário como hoje todo o adepto de futebol pode constatar e, espero eu, sobretudo Jesualdo Ferreira.
Jogamos quase com o nosso melhor 11 (só faltou Bruno Alves) frente quase ao melhor 11 do Sporting (só faltou um guarda-redes a sério, tenha o nome que tiver) e houve realmente futebol espectáculo, que agora espero, aliás anseio, ver repetido contra o outro grande da capital. O meio campo do Porto que muitas vezes pecou pela falta de criatividade (a tal maldita ideia de formar um trio com Meireles, Fernando e Guarin, espero que nunca mais se repita a não ser por lesão/castigo dos outros todos) mostrou hoje exactamente o oposto. Rúben Micael é um grande reforço, joga, faz jogar e “ao lado” tem o Belluschi que não é pior em nada. A dinâmica ofensiva do Porto é claramente superior, o que pode vir a surpreender o Arsenal na Champions (por via das dúvidas, é melhor o Guarin também ser suspenso pela comissão disciplinar da Liga, seja lá porque motivo for, não vá o mister cair na tentação…).
Falcão voltou a bisar e desta feita não lhe anularam nenhum golo, o que é sempre uma boa notícia, Mariano finalmente fez um grande jogo do princípio ao fim e Varela… é o Varela. Tem graça fazer uma estupenda exibição frente ao clube que o despachou.
Agora falando do Sporting: não vou criticar o treinador porque não lhe reconheço culpa nenhuma. Não tem grande equipa, o 2º reforço mais caro da história dos leões (Pongolle) é um flop autêntico, o Rui Patrício com o devido respeito ainda consegue ser pior que o Ricardo – não tem tido grande sorte na baliza o Sporting dos últimos anos – e na restante equipa destacam-se pela positiva 3 ou 4 jogadores, o que não chega para um grande clube nacional. O Paulo Bento não tinha culpa antes, o Carvalhal não tem culpa agora e o treinador que vier na próxima época, a manter-se esta politica de contratações, também vai acabar da mesma maneira sem responsabilidades.
Quem não teve grandes oportunidades para se mostrar a Queirós foi o Beto, o melhor guarda-redes do plantel do Porto na minha opinião. Que me recorde fez uma só defesa, fácil, e sofreu 2 golos (o primeiro, excelente, de deixar qualquer adepto de pé, independentemente da sua cor).
Esta Taça (além do campeonato, se o Braga quebrar) vai ser azul!































Um jogo límpido, asséptico no que diz respeito à arbitragem, sem polémicas, sem casos…
O Porto alinha sem Bruno Aves, com Maicon, a juntar-se a Alvaro, Rolando e Fucile. No meio o tridente Fernando-Belluschi-Meireles… o primeiro meio campo com dois médios criativos em quase 4 anos de Jesualdo. Na frente o Varela, Falcão e Mariano.
A primeira parte foi domínio e controlo do Porto de fio-a-pavio. Uma entrada fortíssima, com a equipa bem subida no relvado, junta, compacta, a pressionar, a recuperar bolas no meio-campo ofensivo e a chegar por várias vezes à área com a bola controlada. Deve ter sido o jogo com o maior numero de toques na bola, por jogada do Porto.
A oportunidades de golo foram surgindo, no primeiro tempo, quer por bolas paradas ou jogo apoiado e de forma muito natural o Porto “trisou”: Rolando num canto, Falcão de pé direito e Falcão de cabeça.
No primeiro tempo a única coisa pouco natural foi mesmo o excelente golo de Izmailov, ao qual vou abster-me de dizer que foi com uma ligeira cumplicidade de Beto, que desvia mal a bola… bate no poste antes de entrar.
Por falar em Frangos, diga-se que o Patrício também não esteve no seu melhor: no golo do Mariano e o primeiro do Falcão ele deveria ter feito bem melhor.
Foi a melhor primeira parte do Porto este ano. Foi uma das melhores primeiras partes de Jesualdo: para comparar, lembro-me apenas da primeira parta na Luz, em Manchester e Vicente Calderón, em 2008… Melhor qualidade de jogo, talvez só mesmo aquela brutal segunda parte em Stanford Bridge, apesar do resultado.
O meio campo esteve fantástico, até Fernando, exceptuando um disparate que resultou numa perda de bola a meio campo, esteve bem e a participar activamente na construção do jogo. Belluschi é o melhor marcador de bolas paradas e juntamente com o Rúben, permite que o Porto crie, encontre e use diversas opções para progredir no ataque: pelas linhas, pelo meio, em posse, em circulação, em transição rápida… Já Rúben, mostrou que tem uma enorme visão de jogo, amplitude de movimentos, acerto no passe de média-longa distância. Encontra alternativa como nenhum outro, acompanha as jogadas dando apoio e linhas de passe e permite que a equipa chega dentro da área adversária em posse de bola e em triangulações constantes.
Na frente, um possante Varela, teve a companhia de um acertado Mariano e uma enorme Falcão. Falcão é relativamente baixo, lento, não muito possante… mas tem uma cultura táctica impressionante, move-se dentro e fora da área com muita esperteza, luta, desgasta, domina, segura, roda e remata (de pé ou cabeça) com uma eficácia a toda a prova. É de facto um excelente avançado, pena é que não tenha uma capacidade de progressão em drible ao mesmo nível.
A segunda parte começa como se desenrolou todo o primeiro tempo… o Porto em cima do Sporting e a marcar bem cedo, por Varela, ao minuto 3. E pouco depois um grande golo do Mariano a coroar a sua boa exibição. O jogo continuou vivo, apesar de alguma contenção de parte a parte, e gestão de esforço… até porque o Porto teve menos 1 dia de descanso.
Ao minuto 90 o Sporting reduz para 5-2, com golo de Liedson. Ao golo sucede uma reacção estranha da plateia… um aplauso! Pareceu-me que foi um aplauso à própria equipa e não ao golo… mas se alguém conseguir explicar, faça-o…
Fica o registo do único Porto de Jesualdo com 2 médios criativos num jogo grande… o resultado é o que se vê!
O resultado foi dilatado, moralizador e além de justíssimo espelhou toda a qualidade de jogo que o Porto empregou hoje: mérito. Foram 2 jogos seguidos dessa coisa rara: bom futebol.
Obrigado sr.prof. e atletas. Este é o Porto do qual tínhamos saudade. Possante, afirmativo, a jogar para a bancada, sem medos, sem invenções… completamente indiferente às adversidades que lhes podiam artificialmente ter colocado. A jogar assim nem árbitros, delegados, nomeações, juízes, cervejeiras… nos param!
Como benfiquista, digo que a goleada do Porto foi mais que justa.
Meireles neste momento não tem hipótese de jogar naquele meio-campo.
Moutinho devia aquecer o banco.
Parabéns ao árbitro. São sempre criticados, mas quando fazem um bom trabalho, nunca são elogiados.
Os portistas hoje estão todos contentes.
Só grandes análises!