O Porto hoje atrasou-se na luta pelo título e pelo seu 2º pentacampeonato, conquistando apenas 1 ponto frente ao Leixões e fruto de um empate sem golos. Neste jogo há dois aspectos a analisar: em primeiro lugar as responsabilidades do Porto por não ter feito tudo o que podia para ganhar o jogo; em segundo lá no fundinho do texto as responsabilidades da arbitragem por não ter feito nada do que podia para garantir um jogo jogável e dentro das regras. Sem grandes abordagens porque falar de árbitros chateia-me cada vez mais e nem sequer lhes dou muita importância a partir do momento em que o Vítor Pereira disse que não havia imparcialidade. Sobre o jogo jogo, futebol, técnica, táctica, passe, remate, desarme e afins, o Porto voltou a alinhar com o seu melhor 11 frente a um grupo que queria impressionar e mostrar serviço ao seu novo treinador (parabéns pela estreia) e num relvado em péssimo estado. Houveram diversas oportunidades de golo mas também alguma falta de acerto em vários aspectos.
O Varela jogou muito bem mas pareceu algo imaginativo nas duas vezes que teve a bola na grande área em frente ao guarda-redes do Leixões, para marcar um golo não é preciso ser bonito nem entrar com a bola às fintas pela baliza dentro. O mesmo se aplica a Falcão que se tivesse abdicado de tentar marcar de calcanhar teria feito golo. Na segunda-parte houve algo que não voltei a compreender, o Belluschi que é um maestro e que acabara de ter uma rotação fantástica e um remate à trave, é substituído pelo Tomás Costa. Ora o Tommy é um excelente jogador MAS para o lugar de um Fernando, de um Guarin ou até de um Raul Meireles, mas não para o lugar de um criativo quando a equipa precisa de marcar. Tudo aspectos a rever internamente para não cometer os mesmos erros nos próximos jogos.
Também é preciso dizer que faltou uma pontinha de sorte, a sorte que persegue os campeões, para passar de 0-0 para 1-0 e ganhar os 3 pontos. Quanto ao Leixões, comecei por gostar e apreciar tanto a agressividade (sobre a bola) como o empenho natural de querer mostrar serviço ao novo mister. Depois achei que seria mais do mesmo, o anti-jogo que todos gostam de praticar contra o Porto. No final dos 90 minutos não foi nada do que esperava, foi pior, nem a Grécia do Euro2004 fez tanto anti-jogo numa partida só. Por fim e tal como prometido, dedico os resquícios da prosa a quem menos merece referência. A arbitragem prejudicou o Porto, quer no penalty que não assinalou, quer como cúmplice descarado do anti-jogo do Leixões. E pronto. Venha o Arsenal!






























