O Porto voltou hoje a mostrar futebol na melhor competição de clubes em todo o mundo e derrotou em sua casa o Arsenal por 2-1. Os festejos são naturais, os golos foram anormais e a vantagem é magra, embora exista uma boa hipótese de passar esta eliminatória e acredito que sim. Não nos podemos no entanto esquecer que o Arsenal não contou com alguns dos habituais titulares e provavelmente estes que faltaram hoje vão jogar na segunda mão. Por outro lado o Porto realmente discute qualquer jogo contra qualquer adversário e, nas próprias palavras do Arsene Wenger, é uma das 10 equipas que tem boas chances de vencer a Champions League.
Antes do próprio jogo em si, o braço a torcer: uma das criticas mais constantes que eu e muitos adeptos do Porto fazemos ao Jesualdo, é o de jogar a medo frente ás grandes equipas. Secretamente que ninguém me ouvia, e sem querer mal nenhum ao jogador, até desejava que o Guarin tivesse um toque ou qualquer coisa que não lhe permitisse jogar hoje para o mister não cair na tentação… felizmente não foi preciso, mesmo com uma vantagem magra e com um Arsenal perigoso, Guarin não saiu do banco, nem nenhum “5º defesa” para montar autocarro, entrou o Tomás Costa para o lugar do Meireles (troca por troca) e depois Mariano e Belluschi que são claramente peças de ataque. É com este espírito que uma equipa competitiva como o Porto deve jogar sempre, ao ataque.
Também é preciso dizer que apesar do excelente jogo azul e branco, tivemos aquela pontinha de sorte que nos faltou em Leixões. O guarda-redes do Arsenal foi desastrado no primeiro golo (sem tirar mérito a toda a jogada individual do Varela) e no segundo, tanto o Fabiansky como o veterano Campbell pareciam jogadores amadores das divisões regionais, e mesmo assim são erros que não se cometem. É um lance que vai correr muita tinta, ainda por cima com um árbitro já escaldado pela palmada do Thierry Henry, e sinceramente não me vou pronunciar porque não sou nem especialista e muito menos interessado em questões de arbitragem. Espero contudo que o lance tenha sido legal porque o Porto bem mereceu, pelo que jogou, esta vitória frente a um grande adversário.
Quero também destacar o regresso do Hulk, tanto tempo impedido de jogar e continua em grande forma, não foi brilhante mas foi um jogador à Porto, que tendo Rúben Micael atrás e Varela no outro lado, cresce também como jogador – e cresce toda a equipa. Voltaremos a ver Hulk… na segunda mão.
Felicidades para o Benfica na Alemanha.




























Bom Artigo.